domingo, 5 de junho de 2011

O que sentir? [2]

Nem preciso comentar o tanto que estou chateada com essa situação. Ler que os ex-alunos da UERJ em 2011 ainda estão sendo questionados me parece até para a UERJ um vazio...como vários de seus alun@s passam por um concurso público dessa dimensão e não consegue ocupar os espaços da educação pública.

Minha preocupação é como colocar esse complemento no meu currículo já que na UERJ ainda está pensando se abrirão vagas para ex-alunos e o retorno que tive de alguns que manifestaram o mesmo problema (mas nenhum se encontra no meu caso) foi que procuraram mas as universidades não oferecem esse acréscimo.
 
Me parece que isso é mais do que urgente de ser feito mas eu não entendo muito dos tramites burocráticos. Apenas sei que me senti, na hora, um nada de tanto que reviraram o meu diploma...pior foi ouvir que no diploma das Universidades privadas isso vem escrito. Se o cara realmente tem a competência de lecionar, pouco importa! o debate é apenas da impressão das malditas palavras disciplinas pedagógicas para lecionar para o curso normal que estão mudando, nesse momento, toda a trajetória da minha vida. Dá vontade de falar assim "olha só, vcs (UERJ) sabem que a gente tem essa competência mas eles querem ler isso, então coloca aí em um papel timbrado que eu tenho essa habilitação para disciplinas pedagógicas e pronto!" mas não, seremos corretos e de tão corretos estamos perdendo espaços políticos de base...
Pior disso tudo foi chegar em casa e tentar explicar para os meus pais, que entendem a educação como o bem mais importante e batalharam muito para que isso acontecesse, que o meu diploma não foi aceito! meu pai até agora continua repetindo que não consegue entender...Mas tenho que tirar algum aprendizado disso tudo mas ainda estou agindo com muita emoção...
Minha impressão é que nos formamos em um momento de transição onde ninguém sabia o que iria fazer com o curso Normal e pensando em uma possível extinção (que não existiu), a gente não pensou em manter essas palavras no diploma.
Vai passar esse sentimento de revolta!!! até por que preciso me concentrar nos que virão...enquanto isso vou aguardando a resposta da SEE e me respaldando para pelo menos ganhar tempo...
Muito doido tudo isso!!!afff

O que sentir?

Olá amig@!
Sou ex-aluna do curso presencial de Pedagogia da UERJ, me formei em 2008.2.  Sexta-feira recebi o telegrama para o meu comparecimento (02/06/2011). Fui convocada para comparecer para o inicio de investidura como docente I de disciplinas pedagógicas para o curso normal, concurso esse realizado em 2007 pela Secretaria Estadual de Educação do Estado do Rio de Janeiro. Assim procedi. Portando toda a documentação exigida incluindo o diploma que me certifica com bacharelado e licenciatura plena, chegando na metropolitanda fui encaminhada para outro prédio localizado fora da metropolitana em questão para que meus documentos fossem avaliados.
Compareci à inspeção escolar e com duas avaliadoras na minha frente as mesmas discordaram sobre a minha formação. Uma entendeu que eu estava apta já que no diploma está dizendo que eu tenho licenciatura plena e para outra que me negou e trabalhou para que uma terceira opinião fosse também da mesma opinião da dela, disse que no meu diploma não estava explicito nas habilitações a minha capacidade para lecionar disciplinas pedagógicas no curso normal.
Relatada a negativa retornei a metropolitana para dar entrada no processo questionando a negativa. Porem preciso me respaldar sobre o ocorrido.
As mesmas estavam intimidadas pois sabiam de casos de funcionários que estavam sendo processados individualmente por terem permitido que ex-alunos da UERJ tomassem posse sem a devida habilitação (segundo elas). Posto que o meu diploma quando por elas visto que era da UERJ, foi lido e minuciosamente questionado. Me senti péssima pela situação!!!! E me perguntei exatamente como a Universidade do Estado do Rio de Janeiro é questionada pela própria Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro.
Em 2008, eu ainda em formação na UERJ, me recordo que aconteceu uma mobilização sobre a impossibilidade de alguns alunos da UERJ que, embora tenham passado no concurso público para disciplina pedagógicas, estavam sendo impedidos de tomarem posse devido a divergência de informação sobre nossa habilidade para tal função. Após a negativa, estive na UERJ e o que consegui foi um parecer CEE Nºx, 18 de outubro de 2008, com a Marcia Cabral Coordenadora de Graduação. O mesmo lido, com calma, fala exatamente o que acredito e tenho questionado. Nele assegura que todos os alunos estão aptos para lecionar em disciplinas pedagógicas. Mas a minha dúvida é se ele foi homologado, posto que ao final não possui os nomes dos referidos relatores e na internet não estou encontrando nada sobre o assunto.
Gostaria imensamente que se alguém souber de algum caso parecido me ajude a entrar em contato com essa pessoa ou o processo. Preciso saber se as pessoas que entraram tiveram seus processos aceitos e tomaram posse no Estado do Rio de Janeiro tendo como referência o concurso de 2007.
Abraços!

domingo, 22 de maio de 2011

TRADUZIR-ME


Uma parte de mim é pro mundo
Outra parte queima em mim bem fundo.
Uma parte de mim é solidão
Outra parte é certeza e gratidão.
Uma parte de mim se desespera
Outra parte pondera.
Uma parte de mim cansa mas anda
Outra parte se encanta.
Uma parte de mim me mente
Outra parte sempre me desmente.
Uma parte de mim, por favor, investigue!
Outra parte é coragem.
Traduzir uma parte na outra parte
É uma questão de busca e norte.
Só com arte? Lá em Marte? Só com arte! Só com arte!
Ferreira Gullar

terça-feira, 26 de abril de 2011

Retratos de uma segunda no Rio

Ontem dia 25/04 às 21:15h saí da URCA, bairro do município do Rio de Janeiro, com destino a minha casa . Trajeto que duraria no máximo 1:20h mas, que durou exatas 8h. Pois é, daria para estar em vários locais do mundo com essa mesma quantidade de horas mas, eu apenas queria chegar em casa. Esta que se localiza no mesmo município.
Quando saí da Urca não fazia ideia da quantidade de chuva que já havia caído. Chegando no centro, comecei a perceber que as coisas por lá não estavam tão normais. As ruas transversais à Primeiro de Março estavam totalmente alagadas. O começo da Presidente Vargas não conseguia ainda ter a dimensão do que estava mais a frente. Chegando na altura dos Correios definitivamente paramos, paramos de tal forma que, ficamos assim por exatas 7 horas. Desumano!!! o que víamos era somente água suja com coliformes fecais (a famosa merda) e lixo boiando. As pessoas ainda tentavam atravessar essa água totalmente insalubre...
Embora estivéssemos tão próximos da sede da prefeitura do Município Rio de Janeiro era lastimável o cenário que estava sendo apresentado em frente a ela.
E nessa hora ouvimos no rádio o prefeito Eduardo Paes dizendo que choveu no Rio em 4h o equivalente há 30 dias...realmente tudo é culpa da mãe natureza. E para completar por que não dizer que já tem projeto para aquela região que insiste em alagar mas, falta o financiamento do governo federal para iniciar as obras.
E nisso estávamos ainda tentando chegar na Leopoldina...isso já passava das 4h da manhã...
Passando pela CEDAE um rio mas, conseguimos passar... Leopoldina virou rio, raso mas um rio...tudo parado!! Somente os ônibus se arriscavam a passar e assim lá fomos nós...
E finalmente chegamos na Avenida Brasil com muitas poças d'águas mas, sem retenções. Ao contrário do cenário que começava a se formar na pista de descida, uma verdadeira piscina funda na altura do bairro de Ramos e começamos a vê o cenário que estávamos vivenciando há poucos minutos atrás.
Passei mais tempo com pessoas que nem conhecia do que com a minha família...estranho isso!!
E quando finalmente cheguei no meu bairro, vejo o ponto final de um ônibus totalmente lotado com as suas rotineiras filas da madrugada...As pessoas não sabiam nem o que estava acontecendo, me senti na obrigação de avisá-las para não passar pelo que passei e tendo o agravante de  ficarem em um ônibus que não proporcionaria a elas o mínimo de conforto.
Eu ainda não dormi! adrenalina ainda está alta.
Ficar parada sem poder descer do ônibus, com medo de assalto, vontade de ir ao banheiro, cansaço...muita coisa junto!
Pior é perceber que será apenas mais um retrato de uma segunda-feira no Rio de Janeiro....

Abraços,

quarta-feira, 6 de abril de 2011

re-inventando à vida

Hoje acordei e me cobrei que revirasse algumas gavetas.
Está certo que elas não estavam arrumadas como eu gostaria ou talvez até eu mesma estava preferindo que não estivessem tão ordenadas assim.
Apenas abri e observei.
Vi coisas que embora novas, nunca foram usadas. Separei.
Vi coisas que me traziam lembranças mas essas já não se encaixam na nova vida que levo.
Li algumas coisas que também não me descreviam mais, passou.
Assim, pensei e concluí
Dei o que talvez tenha uso para outra pessoa, rasguei aquilo que não merecia mais ser lido por ninguém, joguei fora coisas que não me servem mais.
Senti a leveza do local e observei...precisava fazer exatamente isso para que novas coisas pudessem ocupar esse espaço.
Percebi que, o que antes não tinha, agora estava confortavelmente sobrando. Espaço.
O espaço para o novo, para o vir, o talvez ser, o respirar...estamos mudando.
Aquilo que guardei por longo tempo, hoje já não me faz mais sentido. Libertei-me de descrições supostamente sentimentais e que, na verdade, somente tentavam me resguardar um lugar que nunca foi meu.
Passou e hoje talvez o ir embora não pareça tão ruim.
Tudo durou o tempo necessário para o meu amadurecimento. Tudo que passei foi para tornar a pessoa que está escrevendo essas linhas. Para alguns serei uma boa amiga, filha, irmã para outros isso não será descritivo. Mas o que me importa foram os momentos que foram vividos. Sem nostalgia nas lembranças apenas guardarei aquilo que foi importante.
Viveremos!!!
Apenas isso é que vale a pena...e se foi, é porque realmente o ciclo de vida terminou. E outras vidas nascerão.
Então que venha o NOVO!!!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Sobre o ato de escrever - Graciliano Ramos

"Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam anil e sabão, torcem uma, duas vezes. Depois enxaguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota.

Somente depois de ter feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa.
A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso. A palavra foi feita para dizer".


Graciliano Ramos em 1948 em entrevista a um jornal da época.


Conheci a pouco tempo essa citação de Graciliano. E hoje me me veio a cabeça de maneira tão atual!!

Utilizarei para manifestar determinada argumentação que estou construindo depois de uma notícia que recebi. Me preocupa essa ânsia por escrever, penso que, escrever qualquer coisa não é uma reflexão. Analiso e reflito muito. Quieta. Sofro por isso enquanto não assimilo determinado conhecimento. Questiono a mim mesma, inquieto, penso, reflito mais um pouco.
Nessa longa viagem de amadurecimento do meu conhecimento prefiro me recolher. Não me exponho sem ter conhecimento sobre o assunto. Podem considerar como dificuldade de se expressar mas como pude demostrar, não é necessariamente isso que ocorre. Apenas prefiro quietar-me até o momento certo. Falar sem contudo, não acrescentar nada relevante para ninguém não é muito a minha dinâmica de grupo. Cada pessoa deve analisar seus limites e esse é um dos meus. Pelo menos para mim, não é relevante. As palavras são fortes, a gente pode ir embora mas elas sendo boas ou ruins, ficarão. Por isso, tenho tanta cautelas com elas.

sexta-feira, 4 de março de 2011

LOPE - FILME

Lope
‎1h 46min‎‎ - 14 anos‎‎ - Festival‎‎ - Legendado‎
Madri século XVI. Ao deixar o exército o jovem Lope de Vega descobre o teatro e divide-se entre duas grandes paixões: a voluntariosa Elena e a doce Isabel. Apaixonado corajoso e arrebatado Lope viveu uma vida plena de aventuras: correu o risco de pagar com a vida por amor e tornou-se em um dos maiores nomes da poesia e do teatro de todos os tempos.

Assisti à pré-estréia desse filme. Perfeito!
Gostei dos ângulos de construção das cenas parece que cada imagem lembra uma fotografia, muito interessante!!
O ator Alberto Ammann (Lope) estava presente, diga-se de passagem, lindooooooooo!! rsrs