domingo, 10 de junho de 2012

Seguir


Arrumei, mais uma vez, minhas malas...
Será mais uma semana na minha interminável vida itinerante.
Quando voltarei ao ponto de partida?
Partir e voltar
Voltar e partir
São sempre assim
Não me intimidam
Não me calam
Não me libertam
Vou levar na bagagem aquilo que sinto e para mim será o suficiente para permanecer viva.
Respiro e sigo.
Quando pensar que já consegui ir para frente, olharei para trás, para os lados e para frente
E seguirei...
Abraços,
Juliana Nascimento.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Lá na Barra...


Lá na Barra...
Em uma madrugada de domingo precisei ir à Barra
Lugar não tão acessível para mim tanto pela distância como o olhar que tenho sobre aquilo que considero ser um bairro. A Barra não me contempla  em nenhuma dessas duas considerações.
Mas precisava ir...
Acordei antes mesmo de o sol aparecer já que estamos em uma estação com noites mais longas.
Ainda escuro e para piorar era um domingo... pelo menos não era um domingo chuvoso! Ufa!
Mas enquanto o ônibus seguia o seu itinerário percebi que embora fosse domingo, o ônibus ficava mais cheio a cada parada que realizava.  Seguimos.
O silêncio dizia por si dentro ônibus. As pessoas permaneciam cansadas mesmo sendo domingo, aquele dia que muitos indicam como o dia do descanso.
Grande parte dos que estavam dentro desse transporte não pareciam que estavam indo descansar e sim estavam indo para mais um dia de trabalho. Estranho!
O ônibus subia lentamente a serra não por cautela e sim porque estava pesado demais para conseguir uma velocidade maior.
Enquanto eu me permitia admirar a serra que nos separa desse bairro observei que os passageiros estavam em um sono profundo e os que estavam em pé permaneciam desconectados da beleza que era apresentada pela natureza.
Quando finalmente chegamos ao novo mundo... o Sol já se apresentava soberano no céu dizendo que ele reinaria o domingo inteiro...
Linda imagem!
Abraços,
Juliana Nascimento.

domingo, 3 de junho de 2012

QUANDO OS TRABALHADORES PERDEREM A PACIÊNCIA



Por: Mauro Iasi


As pessoas comerão três vezes ao dia
E passearão de mãos dadas ao entardecer
A vida será livre e não a concorrência
Quando os trabalhadores perderem a paciência
Certas pessoas perderão seus cargos e empregos
O trabalho deixará de ser um meio de vida
As pessoas poderão fazer coisas de maior pertinência
Quando os trabalhadores perderem a paciência
O mundo não terá fronteiras
Nem estados, nem militares para proteger estados
Nem estados para proteger militares prepotências
Quando os trabalhadores perderem a paciência
A pele será carícia e o corpo delícia
E os namorados farão amor não mercantil
Enquanto é a fome que vai virar indecência
Quando os trabalhadores perderem a paciência
Quando os trabalhadores perderem a paciência
Não terá governo nem direito sem justiça
Nem juizes, nem doutores em sapiência
Nem padres, nem excelências
Uma fruta será fruta, sem valor e sem troca
Sem que o humano se oculte na aparência
A necessidade e o desejo serão o termo de equivalência
Quando os trabalhadores perderem a paciência
Quando os trabalhadores perderem a paciência
Depois de dez anos sem uso, por pura obscelescência
A filósofa-faxineira passando pelo palácio dirá:
"declaro vaga a presidência!"

terça-feira, 29 de maio de 2012

Sonho Meu...


Girassol!
Oi! Ainda aí?
Hoje, estranhamente, sonhei com você!
Foi um sonho tranquilo. Parecia que, pelo menos dentro dele, nós conseguíamos conversar e dizer aquilo que sentíamos.
Acordei leve e com a sensação das emoções realmente vivenciadas.
Estranho demais!
Paralisou-me!
Pensei e me perguntei repetidas vezes o por que dessa lembrança?
Talvez você esteja muito mais no meu subconsciente do que eu possa imaginar!
E o que isso concretamente, hoje, mudou em nossas vidas?
Não sei. Por mais que eu tente ter todas as respostas para todas as minhas perguntas, você ainda hoje é aquela que não consigo responder.
Talvez seja a incompreensão desse sentimento que emana quando falo/penso em você ou talvez seja por compreender minimamente que você foi o amor que eu tive...
Ahhh!! Sei lá...
Abraços,
Juliana Nascimento.
PS: Eu escreverei quando a saudade emanar!