sábado, 16 de junho de 2012

Aos outros


Confiei
Novamente confiei
Confiei que as pessoas fossem sinceras umas com as outras
Confiei que, em se tratando de qualquer espaço, as pessoas podem confiar e continuar confiando
Me recolho
Me guardo
Silencio
Abraços,
JN

terça-feira, 12 de junho de 2012

Como é Grande o Meu Amor Por Você


Ontem, segunda, véspera do tão cobiçado pelos comerciantes Dia Dos Namorados. Passei rápido pelo shopping Nova América. Relutei para entrar já que estava apenas de passagem mas parecia que precisava entrar e encontrar uma coisa que me encantaria à primeira vista.
Em véspera de Dia Dos Namorados não poderia supor diferente assim, todas as vitrines estavam  rigorosamente decoradas para essa data tão desejada pelo comércio.
Passando em frente a um loja de artigos variados vi decorada a vitrine com uma enorme  frase “Como é grande o meu amor por você”.
Eu, na hora, enlouqueci! 
Nunca tinha visto uma fronha daquele jeito, tinha que tê-la. 
Embora a vendedora pensasse a todo momento que toda a minha euforia e meu desejo fosse porque desejaria presentear alguém,  eu me contentava de pensar que esse presente era para mim mesma.
A vendedora procurou mas nada de encontrar aquela que eu queria. Me ofereceu uma frase I Love You e eu enfática disse que queria AQUELA FRASE que estava na vitrine. A mesma para não perder a venda sugeriu que retirássemos da vitrine mesmo. 
Assim comprei. Retirada da vitrine já que era a última disponível na loja.
Vi de outra maneira a frase que sempre me completa e por que não dizer, já virou referência para meus gostos. 
Talvez às vezes eu exagere na divulgação dela. Mas quem se importa? Essa frase me traz recordações boas... e sempre será a minha confidente!
Abraços,
Juliana Nascimento

domingo, 10 de junho de 2012

Seguir


Arrumei, mais uma vez, minhas malas...
Será mais uma semana na minha interminável vida itinerante.
Quando voltarei ao ponto de partida?
Partir e voltar
Voltar e partir
São sempre assim
Não me intimidam
Não me calam
Não me libertam
Vou levar na bagagem aquilo que sinto e para mim será o suficiente para permanecer viva.
Respiro e sigo.
Quando pensar que já consegui ir para frente, olharei para trás, para os lados e para frente
E seguirei...
Abraços,
Juliana Nascimento.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Lá na Barra...


Lá na Barra...
Em uma madrugada de domingo precisei ir à Barra
Lugar não tão acessível para mim tanto pela distância como o olhar que tenho sobre aquilo que considero ser um bairro. A Barra não me contempla  em nenhuma dessas duas considerações.
Mas precisava ir...
Acordei antes mesmo de o sol aparecer já que estamos em uma estação com noites mais longas.
Ainda escuro e para piorar era um domingo... pelo menos não era um domingo chuvoso! Ufa!
Mas enquanto o ônibus seguia o seu itinerário percebi que embora fosse domingo, o ônibus ficava mais cheio a cada parada que realizava.  Seguimos.
O silêncio dizia por si dentro ônibus. As pessoas permaneciam cansadas mesmo sendo domingo, aquele dia que muitos indicam como o dia do descanso.
Grande parte dos que estavam dentro desse transporte não pareciam que estavam indo descansar e sim estavam indo para mais um dia de trabalho. Estranho!
O ônibus subia lentamente a serra não por cautela e sim porque estava pesado demais para conseguir uma velocidade maior.
Enquanto eu me permitia admirar a serra que nos separa desse bairro observei que os passageiros estavam em um sono profundo e os que estavam em pé permaneciam desconectados da beleza que era apresentada pela natureza.
Quando finalmente chegamos ao novo mundo... o Sol já se apresentava soberano no céu dizendo que ele reinaria o domingo inteiro...
Linda imagem!
Abraços,
Juliana Nascimento.

domingo, 3 de junho de 2012

QUANDO OS TRABALHADORES PERDEREM A PACIÊNCIA



Por: Mauro Iasi


As pessoas comerão três vezes ao dia
E passearão de mãos dadas ao entardecer
A vida será livre e não a concorrência
Quando os trabalhadores perderem a paciência
Certas pessoas perderão seus cargos e empregos
O trabalho deixará de ser um meio de vida
As pessoas poderão fazer coisas de maior pertinência
Quando os trabalhadores perderem a paciência
O mundo não terá fronteiras
Nem estados, nem militares para proteger estados
Nem estados para proteger militares prepotências
Quando os trabalhadores perderem a paciência
A pele será carícia e o corpo delícia
E os namorados farão amor não mercantil
Enquanto é a fome que vai virar indecência
Quando os trabalhadores perderem a paciência
Quando os trabalhadores perderem a paciência
Não terá governo nem direito sem justiça
Nem juizes, nem doutores em sapiência
Nem padres, nem excelências
Uma fruta será fruta, sem valor e sem troca
Sem que o humano se oculte na aparência
A necessidade e o desejo serão o termo de equivalência
Quando os trabalhadores perderem a paciência
Quando os trabalhadores perderem a paciência
Depois de dez anos sem uso, por pura obscelescência
A filósofa-faxineira passando pelo palácio dirá:
"declaro vaga a presidência!"