segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O bolo e o dia dos Pais

Ontem dia 13 de agosto de dois mil e dezessete, no Brasil, foi do Dia dos Pais.
Lá em casa não foi diferente. Reuniram-se todos.
Fiz um bolo simples. Com ingredientes básicos como: ovos, manteiga, açúcar, farinha e fermento.
Mas por incrível que pareça, o bolo ficou com uma característica própria.Único.
Meu pai encantado com o airado do bolo, comentou diversas vezes da qualidade do bolo.
Fiquei pensando sobre o que eu fiz de diferente para obter o resultado tão saboroso e diferente.
Pensei...
Achei que poderia ser a temperatura da manteiga. A leveza com que bati e deixei o ar agregar na massa...
Fiquei pensando como poderia repetir o mesmo resultado.
Mas, eu mesma já sei que esse momento nunca mais voltará. Ficará na memória do meu pai e também de toda a minha família.
Talvez esse seja o legal da vida!
A certeza que esse momento nunca mais voltará, nos permite dedicar todo o amor naquele feito.
Abraços,
Juliana Ferreira

domingo, 11 de dezembro de 2016

Fato recorrente: as pessoas desejando, na hora da ira e em tom de reprovação as outras: vai ficar sozinha.
Sempre que ouço ou leio algo desse tipo, me vejo pensando o quanto as pessoas possuem muito MEDO de ficarem consigo mesmas.
Desejar a solidão nunca é como algo positivo ou bem visto. A sociedade criou um universo muito peculiar onde se pensa que um aglomerado de gente que não possui nada em comum, que não se ama, que se agride, se inferioriza, se mata é melhor que ficar sozinha. Chegamos ao cúmulo de criar aparelhos que reproduzem vozes humanas, apenas para não permitir que tenhamos a escuta de nós mesmos.  A religião também neste movimento não permite a oração em silêncio. O pensar e refletir está cada dia mais em desuso. É tudo muito alucinante. Muito acelerado. Mas dirão que, é isto que é vida!!
A solidão, a paz, o silêncio, a tranquilidade, a calmaria e a reflexão seriam coisas estranhas para essas pessoas e assim, se constrói o insulto.
Cada um com seus valores. Cada um com o seu olhar pela VIDA.
O que para muitos configura como reprovação, para mim, é a maior prova que chegamos no ápice da existência humana. Não existe reflexão no barulho.
Eu, ao contrário diria, que bom que você consegue ficar sozinha!! Seja muito feliz sozinha. Afinal, a certeza que temos é que todos, independente de tudo que construímos nesta vida, iremos morrer sozinhos. Qualquer pessoa já deveria ter consciência disto. Facilitaria qualquer diálogo.
Mas cada um que trace a melhor forma de caminhar nesta vida. O processo evolutivo também é individual.
Alguns necessitam de bengalas, muitas, de preferência! Assim se justificam com base em um discurso socialmente aceito: Não faço algo por causa do filho, do marido, do pai, da mãe, do cachorro, do papagaio até das plantas já ouvi como desculpa! As pessoas vão criando novas correntes e ao longo dos anos vão ficando cada vez mais pesadas. Percebem o cansaço, mas não mais tem energia para rompe-las. Se sentem cansadas e se dão por vencidas. É neste momento em que o vazio da tal "solidão" toma conta dessas pessoas que não se educaram para ser sua melhor companhia, se veem perdidas. Sem rumo. Esperam que alguém as tirem da inércia. Gritam! Mas os outros não mais ouvirão o lamúrio.
Outras pessoas já conscientes de sua estrutura, construirão parcerias para que esta caminhada VIVA, se torne cada dia mais bela e agradável. Certas de que, em algum momento, obrigatoriamente, estarão sozinhas na caminhada pela VIDA e mesmo assim, necessitarão continuar a caminhar. Sem sofrimento. Sem negação da responsabilidade por sua VIDA!

Abraços,
Juliana Ferreira.

sábado, 19 de novembro de 2016

Eu e o Tempo

Por muitos anos, digo, quase todos os anos da minha pouca VIDA precisamente, 35 anos, tenho tido esse ser narrado por muitos, como controlador, ao meu lado. Nunca precisei correr ou paralisar para que eu o acompanhasse. Estava lá, lado a lado. Sem sofrimento. Sem cobranças. Sem negação.
Companheiro dedicado. Perfeito.
Até que um dia, eu comecei a acreditar que, realmente, deveria ser uma pessoa estranha demais por não sofrer com ele. Nesse momento foi que TUDO desandou.
Começou a aparecer muitas pessoas, com muitos problemas com o Tempo.
Exigindo ora um acelerar, ora um parar do meu Tempo. Da minha VIDA. Da mudança da minha relação com o Tempo.
Por vezes, respirei e consenti que fizessem isto.
Porém, o próprio Tempo pediu para que se findasse essa "lógica".
Cada vez mais a alegria pelo Tempo sereno retorna e, me faz cada segundo mais grata pela Vida.

Abraços,
Juliana Ferreira.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Aos que queiram

A escrita me convida a esse dissabor que permeia o cotidiano e também essa coisa que insistem em chamar de vida.

Quantas vezes nos traímos achando que temos o controle de tudo? 
Quantas vezes perdemos nosso tempo gastando com coisas banais, pouco reflexivas e pouco contributivas para o nosso crescimento?

Instantaneamente estamos lá, implorando por um sentimento maduro, mínimo que seja. Apenas para responsabilizar o outro. 
Sua imaturidade, me inquietou. 
Sua ansiedade, me falou muito de ti.
Do homem que não conheci.
Do jovem esquecido no meio de tanto polimento. 
A goma em excesso dilacerou qualquer pertencimento que poderia existir entre nós. 
Não te reconheci.
Ficou difícil perceber qualquer contribuição que eu pudesse realizar em sua vida, hoje.
Quer saber? 
Te fitar como sempre eu fiz, te inquietou profundamente. Quando percebi, já estava olhando para o relógio. 
Novamente inquieto!
Sem paradeiro! 
Esperando que eu dissesse por onde ir. 
Como chegar. 
O que pensar.
Quando percebeu inquietou o fato de não saber como pude permanecer intacta em mim mesma a observar sua inquietude.
Abraços,
Juliana Ferreira

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Ando sem paciência

Ando sem paciência...

Sem paciência para quem diz que está com saudade, mas não move um músculo do corpo para sanar essa saudade.

Sem paciência para quem vive escrevendo saudade.

Sem paciência pra quem nos ama nas fotos de eventos que já aconteceram

Sem paciência pra quem vive rindo de frases que dissemos no passado. O sarcasmo mudou. Nós também.

Sem paciência para aqueles que nos imaginam. Nos consomem. Nos esgotam.

Sem paciência para caminhar lado a lado com essas pessoas.

Sem paciência para conviver com quem nos seleciona a partir do que não somos mais e nem queremos ser.

Sem paciência para aqueles que não percebem que a VIDA é uma continua evolução.

É o que nos permite ir para frente.
É o gozo que ainda não tivemos.
É a risada que ainda não aprendemos.
É o olhar que nos encoraja.
É o respiro que nos mantém vivos.

Aos mortos deixo meus pêsames. Já enterrados aos sete palmos devem permitir aos VIVOS, viverem.

Abraços,

JF

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Mudança

Não me diga como eu era...
Nem eu mesma sei no que me transformei em nome do mal comum.
Poucos longos anos paralisada na inércia alheia.
Olho
Reencontro
Ouço
Observo profundamente
E concluo: não mudaram em nada.
Não buscaram melhorar em nada.
Fito, no hoje, as mesmas expressões de anos atrás.
O descuido com o corpo
O descuido com a vida
Angústia sentida no eterno déjà vu
Não consigo corresponder aos seus desejos...
Minha paixão pela VIDA me impulsiona.
Pulsa
Escolhi seguir o Coelho... ;)
JF

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Quem ama cuida!

Quando a gente ama prefiro acreditar que...
A gente se beija com os olhos
Se beija com o corpo todo
Não estou falando desses beijos mirabolantes que andam na moda
Mas sim, daquele mistério que seduz, corteja, desabrocha, emana mas também emudece
Podemos ficar horas falando
Podemos ficar minutos em silêncio
E nesse processo também vamos nos conhecendo
A gente se saborea pelo olhar, pela respiração, pelo toque leve da pele, pelas meias verdades ditas ou não ditas, pela mordida no canto da boca quando contrariado e até com a necessidade de permanecer no controle, mesmo quando esse não mais existi...
No afago feito nos seus cabelos
Nas palavras de carinho ditas
Tudo em constante harmonia nem que seja por duas horas!
Como colocar na gaveta "A", "B" ou "C" aquilo que temos de mais livre?